O Prêmio da Paz de 2004 foi concedido a ativista ambiental queniana Wangari Maathai por sua contribuição ao desenvolvimento sustentável, à democracia e à paz. De acordo com o Comitê Norueguês de Nobel, Maathai (64) está na vanguarda da luta pela promoção de um desenvolvimento social, econômico e cultural ecológicamente viável no Quênia e em toda a África.
Maathai tomou posição corajosa na luta contra o antigo regime opressor no Quênia. Sua postura chamou a atenção para a política de opressão tanto no âmbito nacional como internacionalmente. Ela tem sido fonte de inspiração para muitos na luta pelos direitos democráticos, encorajando as mulheres, especialmente, a melhorar sua situação. Maathai combina ciência, engajamento social e política ativa. Mais do que simplesmente proteger o ambiente existente, sua estratégia visa assegurar e fortalecer a base de um desenvolvimento ecologicamente sustentável.
Cinturão Verde
Fundou o Movimento do Cinturão Verde (the Green Belt Movement), pelo qual, por quase trinta anos, tem mobilizado mulheres pobres a plantarem 30 milhões de árvores. Seus métodos foram adotados também por outros países. Proteger as florestas contra os processos de desertificação é um ponto crucial na luta para fortificar o meio ambiente e a vida em nosso planeta.
Através do ensino, planejamento familiar, alimentação e da luta contra a corrupção, o Movimento do Cinturão Verde tem pavimentado o caminho para o desenvolvimento. O Comitê Norueguês de Nobel acredita que Maathai é porta-voz das melhores forças da África para promover a paz e boas condições de vida no continente.
Wangari Maathai torna-se a primeira mulher da África a ser homenageada com o Prêmio Nobel da Paz. Será também a primeira pessoa da área compreendida entre o Egito e a África do Sul a receber o prêmio.
Mostrando postagens com marcador pioneira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pioneira. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 24 de maio de 2011
domingo, 27 de março de 2011
A mulher que inventou a Paz...
Bertha Felicie Sophie von Suttner foi a primeira mulher do mundo a receber o prêmio Nobel da Paz em 1905. A escritora e compositora que nasceu em Praga, atual República Tcheca, no dia 9 de junho de 1843, era filha de uma família aristocrática, mas seu pai morrera pouco antes dela nascer e sua mãe não consegue administrar os bens da família deixando-as em dificuldades.
Mesmo assim, Bertha desfruta de uma boa educação e estuda música e línguas quando jovem, desenvolvendo também um apurado gosto para a literatura. Mas toda sua inteligência não foi suficiente para lhe arrumar um marido – o que, para a sociedade moralista e conservadora da época, era quase a sentença de morte para as moças. Bertha decide, então, surpreendendo a todos: arrumar um emprego.
Aos 30 anos, ainda solteira, Bertha vai para Viena onde começa a trabalhar como dama de companhia na riquíssima família Suttner, mas acaba se apaixonando pelo filho mais novo da família, Arthur Von Suttner. Foi obrigada pela família dele a deixar a casa.
Em1876 Bertha vai para Paris onde trabalha por um período como secretária do já famoso industrial Alfred Nobel, que havia inventado a dinamite e o detonador, e de quem acabaria se tornando muito amiga. É fato que o velho Nobel se apaixona por Bertha, porém certo de que esse amor não teria futuro torna-se seu amigo para a vida toda.
Aliás, foi Bertha quem influenciou Alfred Nobel a premiar pessoas que fizessem grandes esforços pela paz no mundo culminando no prêmio Nobel da Paz, criado em 1901 e do qual a própria Bertha foi vencedora em 1905.
Algum tempo depois, Bertha e Arthur finalmente se casam, porém a família Suttner se opõe à essa união e ambos acabam deixando Viena e fugindo para o Cáucaso. Lá eles vivem por nove anos durante os quais Bertha dá aulas de línguas e música para sobreviver e começa a escrever.
Em 1885, com o perdão da família Suttner, eles regressam para a Áustria onde Bertha toma conhecimento da Associação de Paz Internacional e Arbitragem, de Londres, e que a leva a escrever o livro “Das Maschinenzeitalter” (“A Idade das Máquinas”) pelo qual recebe algumas críticas por causa do nacionalismo exacerbado e da freqüente menção sobre armamentos. No final de 1889 Bertha então publica “Die Waffen Nieder!” (Abaixo as Armas!) que é traduzido para diversas línguas e lhe confere grande notoriedade como escritora e pacifista.
Naquela época, de países fortemente armados e em que as mulheres de boa família deveriam apenas ficar em casa para cuidar de suas famílias Bertha faz sucesso com suas idéias antimilitaristas ao contar com detalhes os horrores da guerra. Após a publicação do livro Bertha começa a ser requisitada para diversos encontros e eventos sobre a paz passando a dedicar-se exclusivamente a sua causa.Em 1891, junto com o marido incentivam a fundação da Sociedade Austríaca dos Amigos da Paz.
Na Primeira Convenção Internacional de Haia, em 1899, Bertha Von Suttner é a única mulher a participar. A “condessa da paz” como passou a ser conhecida tinha idéias sobre a criação de um tribunal onde os conflitos internacionais pudessem ser resolvidos evitando-se guerras e trabalhou para a concretização do que viria a ser chamado de “Tribunal de Haia”.
Bertha participou de inúmeros congressos e associações de paz no mundo todo, recebendo em agosto de 1913, por ocasião do Congresso Internacional de Paz de Haia, o título de “generalíssima” do movimento da paz. Em 21 de junho de 1914 Bertha Von Suttner falece e, apesar de todos os seus esforços, dois meses depois teria início a Primeira Guerra Mundial.
Mesmo assim, Bertha desfruta de uma boa educação e estuda música e línguas quando jovem, desenvolvendo também um apurado gosto para a literatura. Mas toda sua inteligência não foi suficiente para lhe arrumar um marido – o que, para a sociedade moralista e conservadora da época, era quase a sentença de morte para as moças. Bertha decide, então, surpreendendo a todos: arrumar um emprego.
Aos 30 anos, ainda solteira, Bertha vai para Viena onde começa a trabalhar como dama de companhia na riquíssima família Suttner, mas acaba se apaixonando pelo filho mais novo da família, Arthur Von Suttner. Foi obrigada pela família dele a deixar a casa.
Em1876 Bertha vai para Paris onde trabalha por um período como secretária do já famoso industrial Alfred Nobel, que havia inventado a dinamite e o detonador, e de quem acabaria se tornando muito amiga. É fato que o velho Nobel se apaixona por Bertha, porém certo de que esse amor não teria futuro torna-se seu amigo para a vida toda.
Aliás, foi Bertha quem influenciou Alfred Nobel a premiar pessoas que fizessem grandes esforços pela paz no mundo culminando no prêmio Nobel da Paz, criado em 1901 e do qual a própria Bertha foi vencedora em 1905.
Algum tempo depois, Bertha e Arthur finalmente se casam, porém a família Suttner se opõe à essa união e ambos acabam deixando Viena e fugindo para o Cáucaso. Lá eles vivem por nove anos durante os quais Bertha dá aulas de línguas e música para sobreviver e começa a escrever.
Em 1885, com o perdão da família Suttner, eles regressam para a Áustria onde Bertha toma conhecimento da Associação de Paz Internacional e Arbitragem, de Londres, e que a leva a escrever o livro “Das Maschinenzeitalter” (“A Idade das Máquinas”) pelo qual recebe algumas críticas por causa do nacionalismo exacerbado e da freqüente menção sobre armamentos. No final de 1889 Bertha então publica “Die Waffen Nieder!” (Abaixo as Armas!) que é traduzido para diversas línguas e lhe confere grande notoriedade como escritora e pacifista.
Naquela época, de países fortemente armados e em que as mulheres de boa família deveriam apenas ficar em casa para cuidar de suas famílias Bertha faz sucesso com suas idéias antimilitaristas ao contar com detalhes os horrores da guerra. Após a publicação do livro Bertha começa a ser requisitada para diversos encontros e eventos sobre a paz passando a dedicar-se exclusivamente a sua causa.Em 1891, junto com o marido incentivam a fundação da Sociedade Austríaca dos Amigos da Paz.
Na Primeira Convenção Internacional de Haia, em 1899, Bertha Von Suttner é a única mulher a participar. A “condessa da paz” como passou a ser conhecida tinha idéias sobre a criação de um tribunal onde os conflitos internacionais pudessem ser resolvidos evitando-se guerras e trabalhou para a concretização do que viria a ser chamado de “Tribunal de Haia”.
Bertha participou de inúmeros congressos e associações de paz no mundo todo, recebendo em agosto de 1913, por ocasião do Congresso Internacional de Paz de Haia, o título de “generalíssima” do movimento da paz. Em 21 de junho de 1914 Bertha Von Suttner falece e, apesar de todos os seus esforços, dois meses depois teria início a Primeira Guerra Mundial.
Apertem os cintos: o piloto é uma mulher!
Que pilotar fogão, que nada! Anésia quis subir bem mais e ganhar as alturas. Foi a primeira mulher a realizar o trecho Rio-São Paulo. Participou da Revolução de 24: em missão voluntária de paz, jogava pétalas de rosa do céu nas prisões da cidade.
Inaugurou a profissão de repórter aeronáutica de São Paulo e manteve durante 1927 e 1928 uma coluna semanal no jornal O País. Foi precursora também ao ligar as três Américas, num voo de Nova Iorque ao Rio de Janeiro e ao cruzar os Andes em um monomotor.
Além disso, foi a única representante do sexo feminino a dar instrução especializada numa corporação militar de voo. Não casou e nem teve filhos, mas viveu uma grande paixão com o militar e aviador Marechal Appel Netto, que largou a mulher para morar com Anésia quando o divórcio ainda nem constava da Constituição. Ficaram juntos por 30 anos. Anésia foi precursora da ponte aérea Rio-São Paulo. Morreu aos 95 anos em 10 de maio de 1999, em Brasília.
Anésia Pinheiro Machado nasceu em Itapetininga (SP) em 5 de junho de 1902. Foi a primeira mulher a se habilitar e a trabalhar como aviadora no Brasil. Iniciou seus estudos em 1921 e já no ano seguinte recebia seu brevê nternacional pelo Aero Club do Brasil. Ainda no mesmo ano, realizou seu primeiro voo interestadual de São Paulo ao Rio de Janeiro, como parte das comemorações do centenário da Independência do Brasil, e participou de uma apresentação de acrobacias aéreas.Por estes, foi pessoalmente homenageada por Santos Dumont. Entre 1927 e 1928, manteve uma coluna dominical sobre aviação no jornal carioca "O País".
Em 1943, fez curso nos Estados Unidos, onde também se licenciou como piloto e instrutora de voo. Entre seus feitos pioneiros, destacam-se uma travessia da Cordilheira dos Andes e uma viagem transcontinental pelas três Américas, ambos em 1951. Em 1954, foi proclamada pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI), durante a Conferência de Istambul, Decana Mundial da Aviação Feminina. Recebeu dezenas de condecorações civis e militares, nacionais e estrangeiras. A urna com suas cinzas está depositada no Museu de Cabangu, na cidade de Santos Dumont (MG).
Com apenas vinte anos de idade e cinco meses após obter seu brevê, Anésia decidiu fazer o voo entre São Paulo e Rio de Janeiro como forma de participar das comemorações do centenário da Independência e não imaginava que causaria tanta sensação, conforme afirmou em entrevista concedida em 1961 ao jornal The Evening Star , de Washington.
A viagem foi realizada no monomotor Caudron G3, batizado de Bandeirante, o mesmo em que aprendeu a voar. A viagem durou quatro dias, de 5 a 8 de setembro. Anésia voava, no máximo, uma hora e meia por dia, quando tinha que pousar para reabastecimento e revisão da aeronave.
Anésia foi recepcionada no aeroporto do Rio de Janeiro por autoridades do governo e populares, dos quais recebeu flores e outros presentes. Naquela ocasião, Santos Dumont presenteou Anésia com uma medalha de ouro, réplica de uma que ele próprio havia recebido da Princesa Isabel, e que Anésia levou sempre consigo ao longo de toda sua vida, por considerá-la seu amuleto de boa sorte.
Pioneirismo contestado
A filial brasileira da International Organization of Women Pilots, porém, contesta o pioneirismo de Anésia e atribui a Tereza de Marzo a primazia de ter sido a primeira mulher brasileira a pilotar um avião. Tereza e Anésia são contemporâneas e colegas da mesma escola de aviação, em São Paulo. Tiveram o mesmo instrutor, Fritz Roesler, com quem Tereza viria a casar. Tereza iniciou seus estudos em março de 1921, Anésia, em dezembro do mesmo ano. O voo solo (sem a companhia do instrutor) de ambas aconteceu na mesma data, 17 de março de 1922. Tereza recebeu o brevet de nº 76 da FAI, em 8 de abril de 1922, Anésia, o de nº 77, no dia seguinte. Tereza abandonou a carreira de aviadora em 1926, ao casar, enquanto Anésia permaneceu em atividade por mais três décadas.
Inaugurou a profissão de repórter aeronáutica de São Paulo e manteve durante 1927 e 1928 uma coluna semanal no jornal O País. Foi precursora também ao ligar as três Américas, num voo de Nova Iorque ao Rio de Janeiro e ao cruzar os Andes em um monomotor.
Além disso, foi a única representante do sexo feminino a dar instrução especializada numa corporação militar de voo. Não casou e nem teve filhos, mas viveu uma grande paixão com o militar e aviador Marechal Appel Netto, que largou a mulher para morar com Anésia quando o divórcio ainda nem constava da Constituição. Ficaram juntos por 30 anos. Anésia foi precursora da ponte aérea Rio-São Paulo. Morreu aos 95 anos em 10 de maio de 1999, em Brasília.
Anésia Pinheiro Machado nasceu em Itapetininga (SP) em 5 de junho de 1902. Foi a primeira mulher a se habilitar e a trabalhar como aviadora no Brasil. Iniciou seus estudos em 1921 e já no ano seguinte recebia seu brevê nternacional pelo Aero Club do Brasil. Ainda no mesmo ano, realizou seu primeiro voo interestadual de São Paulo ao Rio de Janeiro, como parte das comemorações do centenário da Independência do Brasil, e participou de uma apresentação de acrobacias aéreas.Por estes, foi pessoalmente homenageada por Santos Dumont. Entre 1927 e 1928, manteve uma coluna dominical sobre aviação no jornal carioca "O País".
Em 1943, fez curso nos Estados Unidos, onde também se licenciou como piloto e instrutora de voo. Entre seus feitos pioneiros, destacam-se uma travessia da Cordilheira dos Andes e uma viagem transcontinental pelas três Américas, ambos em 1951. Em 1954, foi proclamada pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI), durante a Conferência de Istambul, Decana Mundial da Aviação Feminina. Recebeu dezenas de condecorações civis e militares, nacionais e estrangeiras. A urna com suas cinzas está depositada no Museu de Cabangu, na cidade de Santos Dumont (MG).
Com apenas vinte anos de idade e cinco meses após obter seu brevê, Anésia decidiu fazer o voo entre São Paulo e Rio de Janeiro como forma de participar das comemorações do centenário da Independência e não imaginava que causaria tanta sensação, conforme afirmou em entrevista concedida em 1961 ao jornal The Evening Star , de Washington.
A viagem foi realizada no monomotor Caudron G3, batizado de Bandeirante, o mesmo em que aprendeu a voar. A viagem durou quatro dias, de 5 a 8 de setembro. Anésia voava, no máximo, uma hora e meia por dia, quando tinha que pousar para reabastecimento e revisão da aeronave.
Anésia foi recepcionada no aeroporto do Rio de Janeiro por autoridades do governo e populares, dos quais recebeu flores e outros presentes. Naquela ocasião, Santos Dumont presenteou Anésia com uma medalha de ouro, réplica de uma que ele próprio havia recebido da Princesa Isabel, e que Anésia levou sempre consigo ao longo de toda sua vida, por considerá-la seu amuleto de boa sorte.
Pioneirismo contestado
A filial brasileira da International Organization of Women Pilots, porém, contesta o pioneirismo de Anésia e atribui a Tereza de Marzo a primazia de ter sido a primeira mulher brasileira a pilotar um avião. Tereza e Anésia são contemporâneas e colegas da mesma escola de aviação, em São Paulo. Tiveram o mesmo instrutor, Fritz Roesler, com quem Tereza viria a casar. Tereza iniciou seus estudos em março de 1921, Anésia, em dezembro do mesmo ano. O voo solo (sem a companhia do instrutor) de ambas aconteceu na mesma data, 17 de março de 1922. Tereza recebeu o brevet de nº 76 da FAI, em 8 de abril de 1922, Anésia, o de nº 77, no dia seguinte. Tereza abandonou a carreira de aviadora em 1926, ao casar, enquanto Anésia permaneceu em atividade por mais três décadas.
sexta-feira, 25 de março de 2011
E o Nobel vai para ...
Numa época de grandes descobertas cientificas uma mulher brilha em meio a uma sociedade declaradamente machista e cheia de preconceitos. Marie Curie nasceu em 7 de Novembro de 1867, em Varsóvia (Polônia). O seu verdadeiro nome era Marya Sklodowska. Foi a ultima dos 5 filhos de um casal de professores. O pai, Wladyslaw Sklodowski, era professor de Física e Matemática do Instituto de Varsóvia. Marie sempre foi uma aluna brilhante. Concluiu o curso secundário em 1883 e não pôde mais continuar os estudos em Varsóvia, por falta de universidade que aceitasse mulheres. Trabalhou como professora e governanta e somente em 1891 conseguiu ir para Paris (França) para continuar seus estudos, na Universidade da Sorbonne.
Foi a primeira mulher a concluir o doutorado em Ciências Físicas e também a primeira mulher a dar aulas na famosa Universidade da Sorbonne. Casou-se com o cientista francês Pierre Curie e teve duas filhas (Irene e Eve). Em 1903, junto com o marido e o cientista francês Henri Becquerel, ganhou o prémio Nobel de Física pela descoberta da radioatividade e em 1911 ganha o prémio Nobel de Química pela descoberta do rádio. Depois da morte do marido, ela o substituiu como professora de Física na Faculdade de Ciências e, mais uma vez, numa carreira marcada pelo pioneirismo, é a primeira mulher a ocupar tal posto.
Ao longo de seus estudos, escreveu vários artigos científicos sobre a radioatividade. Gozava de elevada estima e admiração de cientistas do mundo todo. Entre os muitos diplomas honoríficos que recebeu com distinção, destacam-se a medalha David da Real Sociedade.
Foi membro do Conselho de Física e também do Comitê de Cooperação Intelectual da Liga das Nações. Em 1921, o presidente dos Estados Unidos, Warren Harding (1921-1923), em nome das mulheres americanas presenteou-a simbolicamente com 1 grama de rádio em reconhecimento aos seus serviços à Ciência.Marie Curie morreu no final dos anos 20, vítima de uma leucemia contraída devido à exposição permanente aos raios radioativos.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Talento na sombra...
Seu nome sequer aparece em livros ou qualquer outro registro, nem mesmo como mulher de um dos mais famosos cientistas e Prêmio Nobel de Física em 1921, autor da Teoria da Relatividade, Albert Einstein. Nas enciclopédias, há referências que o cientista foi casado duas vezes, mas o nome que aparece é o da segunda esposa, Elsa, "que compartilhou fielmente sua vida."
Sabe-se agora, no entanto, que Mileva Maric foi bem mais do que a primeira mulher e mãe dos dois únicos filhos de Einstein. Vasculhando arquivos, rascunhos e correspondências perdidos no tempo, os cientistas Lewis Pyenson (canadense) e Santa Troemel-Ploetz (alemão) concluíram que o grande cientista deve muito da sua descoberta à companheira.
Física e Matemática como o marido, de quem foi colega e se formou no Instituto Politécnico Suíço em 1990, ela teria participado ativamente das pesquisas de Einstein, auxiliando-o nos complexos cálculos matemáticos sem os quais lhe teria sido impossível concluir e formular a Teoria. Mileva, afirmam agora estes cientistas, é no mínimo, co-autora da Teoria da Relatividade.
Física e Matemática como o marido, de quem foi colega e se formou no Instituto Politécnico Suíço em 1990, ela teria participado ativamente das pesquisas de Einstein, auxiliando-o nos complexos cálculos matemáticos sem os quais lhe teria sido impossível concluir e formular a Teoria. Mileva, afirmam agora estes cientistas, é no mínimo, co-autora da Teoria da Relatividade.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Um sonho audaz...

Era o sonho de Ícaro vestindo saias. Atendia pelo nome de Lucy Garcia e aos 24 anos teve o desplante de ser a única mulher a participar de um curso de piloto em meio a 12 homens. O que?!!! Então, essa baixinha quer ser aviadora? Ora, mulher, ponha-se no seu lugar, ou seja, na cozinha! Vá parir! Ser dona-de-casa esmerada, mãe dedicada e esposa exemplar! E olha que já é muita coisa.
Penso que era assim que um ou outro comentário era feito quando Lucy Garcia decidiu freqüentar o curso de pilotos promovido pelo Aero Clube de Natal. “Precisei de coragem para enfrentar a sociedade, porque uma moça sozinha no meio de 12 rapazes causava estranheza”, comentou. Corria o ano de 1942 e mundo era sacudido pela Segunda Guerra Mundial. O cenário era esse e – pasmem! – foi o pai quem deu apoio, porque a mãe temeu os riscos de um acidente. Além disso, o que queria uma moça de família onde só havia homens? Supostamente, como toda mãe, devia querer a filha bem casada, com uma prole numerosa para uma velhice sem solidão. Para isso, foi educada na Escola Doméstica de Natal, imbatível na preparação das jovens para a administração do lar.
Preferiu arriscar-se alçando outros vôos. Voou por cinco anos, chegando, inclusive, a fazer viagens para Fortaleza, Recife e João Pessoa. Repetia por aqui a audácia da norte-americano Amélia Earhart, que 10 anos antes – 1932 – tornou-se a primeira mulher a atravessar o Atlântico, pilotando um avião, em vôo solo, proeza, até então, realizada por um homem: Charles Lindbergh, em 1927. Amélia desapareceu no Pacífico, em 1937, quando tentava ser também a primeira a completar uma volta em redor da Terra.
A natalense Lucy gostava de romper tabus. Foi também praticante do remo, tido como esporte para homens e uma das fundadoras do Centro Desportivo Feminino de Natal, para difundir a prática de esporte entre as mulheres. “Gostava de praticar esportes. Jogava vôlei, basquete e remava no rio Potengi nos tempos gloriosos do Centro Náutico Potengi e do Sport Clube de Natal”, relembrou numa entrevista concedida a um jornal da capital em junho de 2001. Quando decidiu casar escolheu justamente um piloto da Aeronáutica que também era da Varig. Acumulou 800 horas de vôo como aviadora. Na Base Aérea de Parnamirim, onde o curso foi ministrado, foi instruída, no seu vôo solo, a um tempo de apenas 15 minutos. Levou 45 minutos. “A empolgação foi tanta, que acabei passando 45 minutos no ar. (...) me sentia dona do mundo”, declarou a um repórter. Na volta, encontrou os colegas de turma e instrutores apreensivos. Decolou da Base Aérea, atravessou a cidade no sentido norte, cruzou o rio Potengi e, mais por encantamento que por exibicionismo, aventurou-se em vôos rasantes sobre a praia da Redinha. Em 25 outubro de 1942, após 13 horas de instrução de vôo, recebeu o brevê de piloto que a habilitava a pilotar aeronaves dos tipos Piper J-3, Culver e PT-19.
Foi a maternidade, em 1947, que a fez desistir do sonho de trabalhar em companhias aéreas. “Eu olhava aquela criancinha no berço e ficava imaginando se alguma coisa me acontecesse durante um vôo; ela ficaria sem os meus cuidados maternos”, ponderou à época. Ao contrário de Amélia Earhart, Lucy Garcia não morreu no ar, mas em terra firme, em sua própria casa no bairro do Morro Branco. Em outubro de 2001 um câncer a sepultou no cemitério do Alecrim. Contava 83 anos de idade. Audaz, está hoje onde gostaria...nas alturas, alçando vôos como anjos celestiais. O que a doença não pôde sepultar foi o legado de pioneirismo que deixa para as gerações que a sucedem. “...avancei o manete do acelerador e voei para o momento mais emocionante e esperado da minha vida. Consegui concretizar meu sonho”, disse certa vez numa entrevista a um jornal local. É o que importa.
Assinar:
Postagens (Atom)








